A transfusão


Há muitos anos atrás, quando eu trabalhava como enfermeiro em um hospital, eu conheci uma menininha de uns 2 ou 3 anos de idade chamada Liz. Ela sofria de uma terrível e rara doença.
A única chance de recuperação parecia ser através de uma transfusão de sangue do irmão mais velho dela, de apenas 5 anos que, milagrosamente, tinha sobrevivido à mesma doença e parecia ter, então, desenvolvido os anticorpos necessários para combatê-la.
O médico explicou toda a situação para o menino e para a família e perguntou, então, se ele aceitava doar o sangue dele para a irmã.
Eu vi ele hesitar um pouco, mas depois de uma profunda respiração ele disse:
- Tá certo, eu topo já que é para salvá-la...

Os médicos levaram os dois para uma sala preparada para a transfusão, e os deitaram em duas camas, lado a lado.
À medida que a transfusão foi progredindo, o garotinho começou a sorrir, assim como nós também, ao vermos as bochechas da pequena Liz voltarem a ter cor.
De repente, o sorriso dele desapareceu e ele empalideceu. Ele olhou para o médico e perguntou com a voz trêmula:
- Eu vou começar a morrer logo?
Por ser tão pequeno e novo, o menino tinha interpretado mal as palavras do médico. Ele pensou que teria que dar todo o sangue dele para salvar a vida da irmã!
E o médico respondeu, sorrindo:
- Você não vai morrer, só precisamos de um pouco do seu sangue. Mas a sua linda atitude salvou a vida de sua irmãzinha.
Todos ficaram emocionados. Só me lembro de ver, ao final da transfusão, a pequena Liz abraçando seu irmão e dizendo:
- Obrigada por salvar a minha vida. Eu te amo!

(baseado em fatos reais - preservado o nome do autor)
Que possamos refletir sobre isto e verdadeiramente nos doar incondicionalmente pela vida dos que amamos, custe o que custar!

Carlos Hilsdorf 
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Postado por André Luiz

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