Governo do Estado cria Centro de Operações de Emergências em Saúde


Na próxima semana entra em funcionamento o Centro de Operações de Emergências em Saúde do Governo da Bahia. O objetivo é atender às necessidades de produção e atualização de informações sobre o quadro epidemiológico baiano e estabelecimento das medidas de vigilância, controle e atenção. A iniciava é coordenada pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e conta com participação de outros órgão do governo, Ministério da Saúde, além de especialistas. Serão produzidos boletins semanais, divulgados sempre às segundas, a partir das 15h.

O Centro de Operações também será responsável pelo envio de equipes para auxiliar os municípios na investigação em campo, clínica e laboratorial, bem como o estabelecimento de um plano para controle das microcefalias e redução dos agravos. “Caso necessário, o envio de recursos adicionais será realizado”, afirma o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, ao complementar que está em produção uma campanha de mobilização envolvendo a população e os gestores municipais. 

Até o dia 1º de dezembro de 2015 foram notificados 112 casos suspeitos de microcefalia, identificados em 34 municípios, dos quais, 26 foram confirmados. Este número segue o padrão estabelecido até ontem (2) pelo Ministério da Saúde, no qual considera microcéfalos os bebês que tenham perímetro cefálico igual ou inferior a 33 centímetros. Desse total, foram notificados seis óbitos nos municípios de Salvador (1), Itapetinga (1), Olindina (1), Tanhaçú (1), Camaçari (1) e Itabuna (1). 

As cidades com o maior número de casos notificados são, respectivamente, Salvador (69), Feira de Santana (4) e Lauro de Freitas (4). Ressalta-se que todos os casos notificados como suspeitos são investigados e classificados, sempre seguindo a orientação da Secretaria de Vigilância em Saúde, órgão ligado ao Ministério da Saúde. Serão divulgados boletins semanais, todas as segundas, a partir das 15h.

Cabe ressaltar que a suspeita, notificação e registro oportuno de casos de microcefalia são fundamentais para desencadear o processo de investigação, visando à identificação das prováveis causas, assim como o acompanhamento da evolução destes casos. Dessa forma, todos os casos identificados de microcefalia que se enquadram na definição do Ministério da Saúde, devem ser comunicados imediatamente (até 24 h) pela equipe do estabelecimento de saúde onde foi realizado diagnóstico, por meio do formulário de notificação de ocorrência de microcefalia disponível no endereçowww.resp.saude.gov.br.

Considerando o quadro epidemiológico atual, a Sesab recomenda aos Núcleos Regionais de Saúde, Bases Regionais de Saúde e às secretarias municipais de saúde as seguintes ações: 

a) Divulgar aos profissionais de saúde, definição padronizada de casos suspeitos de microcefalia; 

b) Notificar imediatamente os casos suspeitos, por meio do formulário de Registro de Eventos de Saúde Pública referente às microcefalias (RESP – Microcefalias), no endereço www.resp.saude.gov.br e no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) conforme orientação; 

c) Divulgar para a população, em especial mulheres em idade fértil e as gestantes, medidas de proteção individual, mesmo sem evidências até o momento de relação causal de qualquer enfermidade e agravo prévio;

d) Reforçar as ações de prevenção e controle vetorial (a exemplo da eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti) nas áreas urbanas e periféricas.

e) Reforçar a importância do registro no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) dos casos de notificação compulsósia ocorridos durante a gestação, especialmente sífilis, toxoplasmose, HIV, dengue, chikungunya e zika.

Considerando a possibilidade de associação da microcefalia com doenças infecciosas, ou outras causas, recomenda-se aos serviços e profissionais de saúde que informem a todas as gestantes e mulheres em idade fértil, com possibilidade de engravidar, que: 

1) Devem ter a sua gestação acompanhada em consultas pré-natal, realizando todos os exames recomendados pelo seu médico;
2) É importante a atualização das vacinas de acordo com o calendário vacinal do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde: 
3) Não devem consumir bebidas alcoólicas ou quaisquer tipos de drogas;
4) Não utilizar medicamentos sem a orientação médica;
5) Evitar contato com pessoas com febre, exantemas ou infecções;
6) Adoção de medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doenças, com a eliminação de criadouros (retirar recipientes que tenham água parada e cobrir adequadamente locais de armazenamento de água);
7) Proteger-se de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida;
8) Consultar o médico sobre o uso de repelentes e verificar atentamente no rótulo a concentração e definição da freqüência do uso para gestantes; 
9) Se houver qualquer alteração no estado de saúde, principalmente no período até o 4º mês de gestação, ou na persistência de doença pré-existente nessa fase, comunicar o fato aos profissionais de saúde (médicos obstetras, médico ultrassonografista e demais componentes da equipe de saúde) para que tomem as devidas providências para acompanhamento da gestação.

Mais informações no site www.saude.ba.gov.br.
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Postado por André Luiz

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