Pesquisa da Facape aponta: Tomate tem aumento de mais de 24% no mês de março


O tomate voltou a ter alta e foi o item que mais uma vez teve aumento. A pesquisa do Índice de Cesta Básica (ICB), realizada pelo Colegiado de Economia da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape), constatou que no mês de março os preços dos produtos alimentícios tiveram inflação de 2,38%, em relação a fevereiro. O tomate voltou a ter alta e foi o item que mais uma vez teve aumento, com percentual acima de 24%.

O aumento do preço tomate é resultado da redução da disponibilidade do produto no mercado, fenômeno que acontece em nível nacional. Seguindo a mesma alta, a banana foi o produto com maior elevação de preço em fevereiro e ainda mantém um valor elevado em relação ao histórico. Por outro lado, a diminuição do preço do feijão, que ainda pode ser encontrado pelo preço médio de aproximadamente R$ 4,80 alegra os consumidores.

Os cálculos apontam que um trabalhador, das cidades de Petrolina/PE e Juazeiro/BA, que recebeu um salário mínimo de R$ 937,00, gastou 34,2% da renda com a compra de produtos da cesta básica. Isto significa que após a aquisição da cesta básica de alimentos, restaram R$ 616,11 para gastar com as demais despesas (moradia, transporte, vestuário, saúde e higiene e serviços pessoais).

Outros números

Os cálculos do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioêconomicos (DIEESE) apontaram que em 20 das 27 capitais pesquisadas o custo da cesta básica subiu em março. A maior alta anual ocorreu em Teresina/PI (3,90%) e a menor em Rio Branco/AC (queda de -2,19%). A cesta mais cara foi a de Porto Alegre/RS (R$437,22) e Rio Branco/AC, teve a cesta mais barata (R$ 323,24). Em Juazeiro/BA, o custo no mês de março foi de R$ 316,60 e em Petrolina/PE, de R$ 325,18.

Nos últimos 12 meses o aumento dos preços dos alimentos perdeu força devido as políticas econômicas implementadas e a crise econômica, com reflexo no mercado de trabalho. Desta forma, manter as pesquisas de preços, comprar quantidades menores dos produtos com maiores aumentos de preços, observar as promoções e fazer substituição de produtos ainda é uma importante estratégia de valorização do salário.

Texto: Dayane Késia
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Postado por André Luiz

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