Visitantes da Alemanha conhecem ações de Convivência com o Semiárido na Bahia


Uma comitiva de cinco pessoas ligados ao grupo Brasilienkreis St. Heinrich Marl veio conhecer de perto as ações de Convivência com o Semiárido desenvolvidas pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa) junto aos agricultores e agricultoras familiares da região. O grupo, que apoia o trabalho do Irpaa desde de 2004 com foco no acompanhamento as comunidades Tradicionais de Fundo de Pasto, chegou em Juazeiro na noite do último dia 20 e ficou até na cidade até a tarde dessa terça-feira (25).

O grupo realizou uma série de visitas às experiências localizadas no Território Sertão do Sao Francisco, com o objetivo de conhecer as ações que vêm sendo desenvolvida na região no intuito de melhorar a qualidade de vida e garantir a permanência dos agricultores/as no campo e ter um contato pessoal com as comunidades que são assessoradas pelos projetos apoiados pelo grupo. De acordo com Theo, um dos representantes da Brasilienkreis St. Heinrich, “a intenção é de apoiar as pessoas para ficarem na zona rural, pra ter o sustento deles e não trabalhar nos grandes campos de irrigação”, proposta que dialoga com o trabalho do Irpaa.

No Centro de Formação Dom José Rodrigues, o grupo pode conhecer as tecnologias sociais de captação e armazenamento de água de chuva, política de gestão de água que tem contribuindo na transformação da vida do povo no Semiárido. Eles também participaram de momento da 25ª Escola de Formação para Convivência com Semiárido, destacando que a juventude demostrou o desejo de defender seus direito e permanecer no campo. Outra ação importante na garantia do bem viver na região é a educação contextualizada desenvolvida pela Escola Família Agrícola de Sobradinho, a partir da pedagogia da alternância, experiência que o grupo apoia e que pode visitar no último sábado (22).

No município de Canudos, o grupo teve a oportunidade de conversar com comunidades tradicionais de Fundo de Pasto, visitar o Parque Estadual de Canudos e o Instituto Memorial Popular de Canudos – IPMC. Na avaliação de Georg a relação das comunidades rurais com o Irpaa é de proximidade, de amizade com a entidade, e que muitas informações chegam as famílias através do trabalho do Irpaa. O grupo também pontua que durante a visita puderam perceber o quanto os direitos básicos ainda são negados às famílias no campo, principalmente nesse atual cenário político.

Texto e foto: Comunicação Irpaa
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Postado por André Luiz

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