Bahia&Pernambuco em favor da Chesf e do Rio São Francisco: Chesfianos, sindicatos, movimentos sociais e parlamentares qualificaram audiência pública contra privatização da Eletrobras e em favor do Velho Chico


A audiência pública iniciada pela manhã e finalizada as 14hs de hoje (14), na Câmara Municipal de Petrolina/PE, lotou o plenário e foi altamente qualificada nos argumentos contra a privatização da Eletrobras pelo governo federal. Solicitada pela vereadora Maria Cristina Costa e Paulo Tarcísio Feitosa Valqueiro, visava argumentar com dados, informações, propostas e ações para derrubar a ideia do governo federal de privatizar a Eletrobras e todo o setor elétrico do Brasil, através do ministério de Minas e Energia.


Maria Cristina Costa (PT) abriu a audiência citando de forma clara os objetivos, referendou o colega Paulo Valqueiro como contribuinte da solicitação do evento e chamou os atores públicos e sociais (deputados estaduais, ex-deputado federal, representante chesfiano, MAB, vereadores, sindicalistas e movimentos sociais de Petrolina/PE e municípios da Bahia)  para composição da mesa que deram direção a audiência.


Além dos solicitantes da audiência pública, muitos se pronunciaram, sendo o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, natural de Petrolina/PE, alvo de duras críticas pela maioria dos pronunciantes, pelo fato dele ser a favor da privatização da estatal, demostrando ser também contra o Rio São Francisco. Outros que foram citados de forma crítica, pelas ausências no evento de suma importância, foram o prefeito de Petrolina/PE, Miguel Coelho e toda sua bancada de vereadores.


A plateia que ocupava o plenário, muitos de Sobradinho, se manifestou por diversas vezes com cartazes, gritos de ordem contra Fernando Coelho Filho, Miguel Coelho, a enunciada privatização e exaltações em favor da Chesf e do Velho Chico. 


Um dos pontos mais altos da audiência foi a participação da representação do MAB - Movimento dos Atingidos da Barragem, sendo este, historicamente defensor desse publico, crítico ferrenho e um calo na vida da Chesf, pela cobrança de indenizações e reparações sociais quando da construção da Barragem de Sobradinho e outras que trouxeram danos para as populações que viviam ou ainda vivem entorno dessas construções. Mas nesse momento e eminencia da Chesf passar para o setor privado, o MAB entende que com a privatização, o novo agressor estrangeiro é muito maior que o anterior, e se junta a essa luta em defesa do Rio.

Algumas propostas de ações posteriores foram expostas; Uma marcha para Brasilia com um abraço no ministério de Minas e Energia, criação de uma frente parlamentar da região, entre outras.     

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Fotos e texto: George Silva

















 
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Postado por George Silva

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