Atividade apícola é pauta em capacitação de técnicos/as do Pró-Semiárido


No último dia 23, técnicos/as se reuniram no Centro de Formação Dom José Rodrigues para discutir os manejos e a atividade apícola no Semiárido brasileiro. O espaço fez parte da formação desenvolvida pelo Projeto Pró-Semiárido, com vistas a contribuir com a capacitação de técnicos e técnicas que atuam no Território do São Francisco.
De acordo com o técnico de campo e colaborador do Irpaa, Wermerson Cardoso, é importante que os técnicos desenvolvam conhecimentos acerca do tema, uma vez que esses profissionais estão próximos aos agricultores e agricultoras familiares e podem compartilhar com eles/elas novos conhecimentos. “É importante que o técnico tenha conhecimento sobre essa proposta de apicultura porque é um campo novo que está se explorando hoje em dia. Então o técnico vem e associa o conhecimento dele ao conhecimento empírico do agricultor. Isso vai gerar resultados significativos”, afirma.
Durante o espaço, a equipe do projeto teve a oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre a apicultura e discutir estratégias e cuidados voltados para as abelhas. Segundo Emanoel Amarante, apesar desses animais produzirem o próprio alimento, é necessário que os/as apicultores/as se dediquem para garantir o bem-estar da espécie. “Igual a todos os seres vivos, as abelhas têm suas particularidades. Por achar que elas produzem seu próprio alimento, acreditam que a abelha é autossuficiente em tudo e não vai precisar de um manejo todo dia, como os outros animais. Mas precisamos nos preocupar com os predadores, alimentação, temperatura, a influência climática”, comenta.
Também foram discutidos outros pontos, como a importância da utilização de equipamentos de proteção individual, o processo de colheita e manipulação do mel, além da relevância em desenvolver estratégias para garantir a alimentação das abelhas.
Para o técnico em agropecuária, Ivan Ferreira, as informações que adquiriu na formação vão proporcionar resultados positivo e vão ser utilizadas para levar conhecimento e bem-estar para a vida dos/das apicultores/as. “Esses espaços são pra gente construir e consolidar a proposta de Convivência com o Semiárido, para que as famílias consigam o seu bem-estar e viver bem na região e, acima de tudo, que consigam lutar pelos direitos delas”, destaca.
Além da atividade apícola, outros temas ligados à proposta de Convivência com o Semiárido integraram a Formação, que teve início dia 21 e encerra dia 26. A atividade é uma ação do projeto Pró-Semiárido, que é desenvolvido pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), ligada à Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR) e conta com investimentos do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida).

Texto e foto: Ingryd Haiara (Estagiária de Jornalismo – Com. Irpaa)
Revisão e Edição: Comunicação Irpaa
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Postado por George Silva

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