Instituto que elegeu vereadores “mais atuantes” de Sobradinho é flagrado e denunciado no “Fantástico”


O Instituto Tiradentes, de Minas Gerais, que há alguns anos vem atuando e apontando vereadores de Sobradinho como os “mais atuantes” da cidade, em junho desse ano (2018) foram escolhidos: (foto) Jarques Canturil (PP), Isabel Coelho (PSL) e Charles de Seu Vicente (PSL), ressaltando que Jarques Canturil, atual presidente da câmara municipal, recebeu o titulo de o mais atuante pela 4º vez consecutiva por esse instituto que foi flagrado e denunciado no programa “Fantástico”, da TV Globo, no último domingo (5) como uma das principais empresas que atuam na venda de diplomas a prefeitos, parlamentares e secretários municipais no país.

Em sua rede social Canturil publica sobre a honra do título e medalha concedida a ele no Seminário promovido pelo Instituto Tiradentes.


Segundo Ministério Público, não há critérios para a escolha dos políticos premiados. Há indícios e provas cabais de irregularidades nos levantamentos que o Instituto alega fazer. Tratam-se, de acordo com o MP, de “pesquisas telefônicas não comprovadas, sem documentação”. Um parlamentar declara, ao “Fantástico”, que se quisesse receber o “prêmio” teria de pagar R$ 588.
Um comércio de diplomas de mérito para vereadores, prefeitos e secretários municipais será investigado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Políticos são suspeitos de usarem recursos públicos para conquistar as premiações. As empresas que fornecem os prêmios são a União Brasileira de Divulgação, ou UBD, de Pernambuco, e esse Instituto Tiradentes, de Minas Gerais. Juntas, as duas instituições promovem até 20 premiações por ano.
Nos eventos, os políticos recebem diploma de "vereador mais atuante" ou "prefeito mais atuante". A maioria dos participantes desse tipo de evento usa dinheiro público para pagar pelas inscrições e também gasta diárias pagas pela prefeitura ou pela Câmara para ir nas cerimônias. 
"É uma maneira de vender melhor o encontro, de maquiar, na verdade, a falcatrua que se esconde por trás e o conluio existente entre a empresa e o agente público. Esses eventos visam claramente à promoção pessoal do gestor, do agente público e, de outro lado, o lucro das empresas. Nenhuma finalidade pública", declarou o procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Sul, Fabiano Dallazen, este que investiga o caso.
O Instituto Tiradentes negou a comercialização de medalhas e prêmios. Para mostrar a falta de critérios na hora de conceder esse tipo de premiação, a reportagem conseguiu negociar a compra de um diploma para um jumento – o jumento Precioso. 
Jumento é diplomado “melhor prefeito”
Outra empresa citada na reportagem é a União Brasileira de Divulgação (UBS), de Pernambuco. Se passando pelo assessor do “prefeito Precioso”, um repórter pagou R$ 1.480 para comprar a medalha e o diploma “Gestor Nota 10”, como “um dos 100 melhores prefeitos do Brasil”. Mas Precioso é, na verdade, um jumento.


O especialista em gestão pública Aloísio Zimmer, examinou os indicadores sociais das gestões premiadas pela empresa em todo Brasil e identificou problemas graves em áreas como saúde e educação. Assim, no contexto da fraude, Zimmer entende que a verba pública usada nesse tipo de evento não é o principal problema. O que preocupa, segundo ele, são as “fakenews” geradas como repercussão das premiações, especialmente em blogs e redes sociais, o que pode, inclusive, influenciar nas eleições.
"Cria-se uma narrativa e até mesmo uma implantação de falsas memórias no cidadão que depois será eleitor, porque o prefeito passa uma imagem de bom gestor, de protagonista das soluções mais importantes da cidade, de que ele é alguém capaz de melhorar a vida da população", afirma.

Fonte: G1

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Postado por George Silva

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