Empreendedor do agreste de Pernambuco cria liga e-Sport de FIFA e atrai jogadores e marcas

Foto Reprodução

Nascido em Pesqueira, pequena cidade situada no Vale do Ipojuca, no agreste de Pernambuco, Luiz Eduardo Cavalcanti viveu uma infância pacata, mas intensa. Perdeu o pai ainda criança e precisou aprender artesanato para vender na feira e, assim, ajudar a mãe e os irmãos. Atualmente, aos 30 anos, vive de um projeto que criou a partir de um hobby: o mesmo futebol, só que jogado no videogame.

O hoje analista de sistemas deixou sua cidade natal, ao completar o ensino médio, para cursar a universidade em Caruaru, município três vezes maior. Em paralelo aos estudos, sem conseguir um estágio ou emprego em sua área, trabalhava como operador em uma estação de tratamento de água. Com isso, surgiu uma oportunidade de participar de um projeto no centro de tecnologia e inovação CESAR, no Recife. O programa selecionou cinco profissionais para trabalhar em São Paulo, na Alcatel-Lucent, em 2010. Foi aí que as coisas começaram a mudar.

Já em São Paulo, Luiz começou a prosperar na carreira e, finalmente, o dinheiro passou a sobrar além das despesas básicas, a ponto de comprar seu próprio computador e realizar o sonho de jogar os games que apenas via nas lojas ou na Internet, com um gosto em especial: os jogos de futebol. "Após diversas partidas online com os amigos, comecei a utilizar meus conhecimentos em programação para criar uma plataforma que me ajudasse a organizar tabelas de jogos com estatísticas de jogadores, sem imaginar que isso se tornaria meu próprio negócio", conta Luiz.

Desta forma foi criada, em 2013, a CBPC, embrião da VPSL, que viria a se tornar a maior liga virtual de jogadores profissional do País. A iniciativa atraiu a atenção de investidores e de marcas. A liga permite que jogadores do game FIFA, da Electronic Arts, participem de competições na modalidade Pro Clubs, no qual 22 jogadores jogam partidas ao mesmo tempo, no que chega mais próximo de um jogo real de futebol. Veja aqui como funciona a modalidade Pro Clubs.

Para alavancar a liga e a modalidade e-Sport no País, a VPSL de Luiz recebeu um investimento de R$ 10 milhões. O objetivo com o aporte é aumentar a base de jogadores, aperfeiçoar a plataforma e aumentar a premiação das competições. Hoje, são 40 mil jogadores na base. A meta é chegar a 100 mil jogadores na liga durante os próximos cinco anos. A competição é realizada nas plataformas PlayStation 4 e Xbox One.

Como resultado da profissionalização impulsionada pelo aporte realizado por investidores-anjo, a liga vai conceder R$ 200 mil em prêmios na próxima temporada de Pro Clubs de FIFA 19, que acontece entre julho e setembro. O circuito inclui, além do tradicional Campeonato Brasileiro de Pro Clubs (CBPRO), a Pré-Temporada (com a Copa de Abertura e a primeira etapa do Torneio das Estações) e, uma das principais novidades, as competições de 1x1 (head-to-head)Clique aqui para ver o vídeo sobre o novo circuito 2019.

Na temporada anterior, a liga atraiu a atenção de marcas como Cup Noodles e Ponto Frio. A varejista, por exemplo, pagou para colocar seu nome em uma das equipes e para anunciar nas ações da liga durante o CBPro Cup Noodles, nome dado à competição. Para uma seleção de primeira divisão, a troca de nome pode chegar a custar R$ 5 mil, enquanto a veiculação da marca pode sair por R$ 40 mil.

Além das marcas, clubes de futebol tradicionais, como o Atlético Paranaense e o Vitória, da Bahia, possuem seus times próprios de FIFA já cadastrados na plataforma. Nomes como o CNB, clube de e-Sports que possui o jogador Ronaldo Fenômeno como sócio, e a Black Dragons, equipe referência em torneios de jogos eletrônicos, também ingressaram na liga.

"Esse é um primeiro passo para profissionalizar a nossa marca e atrair novos adeptos. O nosso objetivo é entrar de vez no mapa das principais competições de futebol virtual no Brasil e no mundo proporcionando competições bem organizadas e regulamentadas e com credibilidade", afirma Luiz. "Esperamos trazer mais jogadores para uma modalidade que permite ao gamer formar uma carreira sólida e se tornar um craque do futebol virtual", complementa.

Dados da Newzoo, consultoria especializada no mercado de games e de mobile, o Brasil possui o terceiro maior público de e-Sports do mundo, com 7,8 milhões de brasileiros que entram na categoria "entusiastas de e-Sports". O mercado brasileiro de jogos cresce a cada ano e está se tornando uma potência global neste setor. Segundo o estudo, o Brasil possui 75,7 milhões de jogadores e vai gerar uma receita de US$ 1,5 bilhão em 2018. No Brasil, O FIFA é o e-Sport mais assistido, segundo a Newzoo.

De acordo com Luiz, as marcas podem se beneficiar com a exposição que podem atingir dentro da liga. "Temos um mercado muito bom, por atingirmos não só os gamers, mas os interessados em futebol. A torcida dos times associados a clubes tradicionais é grande", afirma. A franquia possui 42 milhões de jogadores no mundo, e 1,2 milhão apenas no Brasil. A meta do empreendedor é clara e ambiciosa: atrair mais adeptos, consolidar a VPSL como a maior liga da modalidade e impulsionar o reconhecimento do Pro Clubs como uma das principais no e-Sports.

Sobre a VPSL

Organizando torneios de FIFA Pro Clubs desde 2014, a VPSL é a principal liga de jogadores profissionais de futebol virtual do País. A liga organiza torneios para o game FIFA da EA Sports nas modalidades ProClubs e FIFA Ultimate Team (FUT). A plataforma oferece a gamers e fãs de futebol uma experiência imersiva e engajadora como nenhuma outra. Para mais informações, acesse http://www.vpsleague.com/


IGOR REIS
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Postado por George Silva

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