Investimento em estruturação contempla famílias de referência do Projeto Semiárido Produtivo


Mais de 100 famílias que vivem na área rural de municípios do Piauí, Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Bahia estão tendo a oportunidade de melhorar atividades produtivas que já são desenvolvidas por elas, visando a segurança alimentar das pessoas e a geração de renda. A ação é parte do Projeto Semiárido Produtivo, executado pelo Irpaa desde o final de 2017 nesses cinco estados do Semiárido brasileiro.

Na etapa atual do projeto estão sendo asseguradas estruturas para favorecer atividades como caprinovinocultura, avicultura, suinocultura, apicultura, horticultura, cumprindo assim a meta de investimentos nos projetos familiares. Variando entre R$ 4 mil e R$ 5 mil, tais projetos preveem a construção de galinheiro, aprisco, pocilga, canteiros e viveiros de mudas, além de Kit com equipamentos para criação de abelhas, coleta do mel e de proteção individual.

O apicultor José Wesley de Lacerda, do Assentamento União, em Geminiano (PI), comenta que aprendeu muitas novidades durante as formações que ele participou em sua comunidade. Ele recebeu 20 caixas para criação de abelhas e 40 melgueiras com os demais acessórios e acredita que isso irá melhorar o desempenho do trabalho com a apicultura. José Wesley chama atenção para a vantagem de contar com a assessoria técnica, o que para ele pode contribuir significativamente com a melhoria da qualidade do produto, podendo com isso haver maior valorização da atividade apícola.

O colaborador do Irpaa e coordenador do Semiárido Produtivo, Paulo César Nascimento, destaca que as famílias ainda terão um ano e meio para desfrutar do serviço de Assessoria Técnica, o que compreende visitas às Unidades Produtivas, promoção de intercâmbios, reuniões, etc. Como um dos resultados, esse processo de estruturação produtiva promove diretamente a melhoria da Segurança Alimentar e Nutricional das famílias envolvidas e indiretamente do público que consome os alimentos de origem animal e vegetal produzidos pelas famílias de referência. Além disso, estima-se que a renda dessas famílias também possa ser ampliada, uma vez que a melhoria do manejo viabiliza novos canais de comercialização.

Em Caém (BA), a família de Miguel de Jesus foi beneficiada com a construção de um galinheiro. O agricultor lembra que as aves eram criadas soltas, o que causava prejuízos, principalmente devido aos predadores. Com a construção apropriada para a avicultura, ele planeja aumentar a produção, criando galinhas de postura mas podendo posteriormente investir também no abate. “É um projeto muito bom, que vai melhorar as condições de vida”, avalia Seu Miguel.

O planejamento do agricultor atende ao propósito do projeto, uma vez que, de acordo com Paulo César, a intenção é investir na estrutura pra que em seguida a família amplie a produção: “em vez de comprar animais, melhorar a estrutura da família para que ela, com a estrutura melhorada, consiga então melhorar seu rebanho, aumentar o número de animais, melhorar a sanidade, a produção”, finalizou o coordenador do Semiárido Produtivo, projeto que conta com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

Texto: Comunicação Irpaa
Fotos: Eixo Produção

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Postado por George Silva

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