Feminismo e produção agroecológica são evidenciados durante feira em Sento Sé

Feminismo e produção agroecológica são evidenciados durante feira em Sento Sé
A diversidade de produtos in natura, beneficiados e de artesanato deram um colorido especial à Praça da Saúde (Academia do Idoso), na cidade de Sento Sé, na última sexta (25), quando aconteceu a I Feira Agroecológica da Mulher de Sento Sé. O evento realizado pela Rede Mulher teve como tema “Sem Feminismo não há agroecologia” e colocou em pauta a produção feminina no município, o emponderamento das mulheres e a cultura local.
A agricultora Uilma Oliveira, da comunidade Limoeiro e Pascoal, afirmou que a feira é uma forma de “reconhecer o nosso trabalho e trazer a nossa renda, para a nossa família”, comenta. Ela se disse satisfeita com as vendas de galinha, doce, sonho e artesanato, fruto de sua produção, comercializada durante a feira.
Para a agricultora Luciana Silva, moradora do Assentamento Antônio Guilhermino, em Sento Sé, a feira é uma vitrine para a produção saudável das mulheres do município. “A gente mostra o que a gente produz, que é 100% orgânico e a população tem o privilégio de levar para sua mesa um alimento saudável”, explica a militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST.
Luciana revela uma preocupação das mulheres durante a organização da feira: os valores que seriam cobrados pelos produtos. A agricultora contou que foi definido que as/os vendedoras/es deveriam praticar preços que valorizassem os produtos, contudo sem explorar a clientela. Segundo a integrante do MST, esse cuidado com o preço gerou bons resultados. “Eles [clientes] estão bem satisfeitos e querem que a gente volte”, relata.
O ponto de vista de Luciana é confirmado nas palavras do comerciante Alessandro Tupiná, que esteve na feira fazendo compras e gostou tanto da diversidade e qualidade dos produtos, quanto dos preços praticados. “Não está um preço caro e são produtos bons, de boa qualidade. A gente sabe que um produto orgânico consegue ter um teor mais apurado, um sabor mais gostoso”, ressalta Alessandro.
A satisfação das/dos clientes gerou empolgação para as organizadoras do evento. “Eu tô amando. O povo está chegando e dizendo: ‘isso é um começo. Precisa ter mais vezes’”, comemora Margarida Ladislau, uma das representantes da Rede Mulher.
Segundo Margarida a chance de comercializar sua produção, gera alegria para cada mulher, o que tem reflexo positivo na autoestima. “Você pode olhar no rosto das mulheres, a alegria que elas sentem em vir aqui apresentar a sua produção e comercializar o seu produto”, exclama.
Durante a feira várias pessoas fizeram intervenções destacando temas como o emponderamento feminino, a violência contra a mulher e a necessidade de respeito às mulheres. “A gente não pode separar a feira agroecológica do emponderamento feminino, da rede [Rede Mulher], da violência”, detalha Margarida. De acordo com ela, apesar de ser novidade em nível municipal, a feira não é novidade no Território Sertão do São Francisco. “Isso está acontecendo aqui hoje, mas já aconteceu em outros municípios. É uma programação da Rede Mulher para que a gente possa fazer em cada município uma feira agroecológica da mulher”, aprofunda.
Além de frutas, verduras, doces, artesanato e tantos outros produtos, quem chegou cedo na feira pode saborear um café sertanejo com cuscuz, bolos, petas, caldo de abóbora, buchada, sarapatel e galinha de capoeira, tudo com o sabor verdadeiro da comida da nossa região e a preços populares. Houve também apresentação cultural da Marujada da Comunidade Andorinha.
A feira realizada pela Rede Mulher contou com o apoio do Irpaa, MST, Associação de Apicultores de Sento Sé - AAPSE, Pró-Semiárido e Prefeitura de Sento Sé.



Texto e fotos: Comunicação do Irpaa 
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Postado por George Silva

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