Policia cerca local de possível paradeiro de acusado de apagar imagens do assassinato de Beatriz


Em contato com a redação do Blog Geraldo José, no início desta tarde de quinta (18), os pais da menina Beatriz Mota, assassinada no ano de 2015, Lucinha Mota e Sandro Romilton confirmaram que receberam informações sobre o esconderijo do foragido da justiça Alisson Henrique de Carvalho Cunha.

Neste momento a Polícia faz cerco ao local indicado para que o acusado possa ser preso.

Alisson é acusado de ter apagado as imagens em que aparecia o assassino da menina, que foi morta no dia 10 de dezembro de 2015, no colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina-PE.

"Recebemos informações de uma fonte anônima de que o suspeito estaria em sua própria residência, localizada na periferia da cidade, e que a polícia já está no local", disse Romilton.

Ano passado este Blog Geraldo José informou que o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decretou a prisão preventiva de um funcionário da escola em que a menina Beatriz Angélica foi assassinada com 42 facadas, em dezembro de 2015, na cidade de Petrolina. 

Alison Henrique é acusado de ter apagado as imagens do circuito interno da câmera de segurança da instituição de ensino. 

Familiares e amigos de Beatriz  realizaram protesto na época, em frente ao TJPE, no Recife enquanto aguardavam a decisão da justiça sobre a prisão de Alison, que tinha sido solicitada pela atual delegada Polyana Neri, em julho de 2018, mas negada no mesmo mês, pela desembargadora Elayne Brandão. Em sessão do pleno do TJPE, o recurso impetrado pelo MPPE contra a negativa da prisão do funcionário foi acatado e a prisão, decretada, pelo desembargador Cláudio Nogueira, presidente da sessão.

Durante o protesto, o pai da menina Beatriz, Sandro Romilton, questionava o porquê de as imagens terem sido apagadas, dias depois do crime. De acordo com ele, mesmo com o pedido da polícia das imagens e para que ninguém tivesse acesso às dependências da escola, o funcionário responsável pelo sistema de segurança entrou e apagou as imagens.

"Temos imagens do momento em que o funcionário da escola responsável pelo setor de monitoramento das câmeras apaga as imagens, que eram reveladoras, que mostravam o suposto criminoso de ter cometido o crime com Beatriz. As imagens foram apagadas vinte dias depois do ocorrido. Questionamos então: quem deu essa ordem para apagar as imagens?", afirmou o pai de Beatriz.

Ainda de acordo com o pai da menina assassinada, tanto a Polícia Civil quanto o Ministério Público têm conhecimento do fato, inclusive o próprio MPPE solicitou que outras empresas de segurança, que trabalham com recuperação de imagens, comprovassem a veracidade da ação desse funcionário. 

"Não somos irresponsáveis de apontá-lo como o autor do crime, mas ele contribuiu para que o assassino não fosse descoberto", completa Sandro. Alisson teria recebido um valor de R$ 40 mil para apagar as imagens, de acordo com os pais da menina assassinada.

O crime segue sem solução e tampouco há uma linha de investigação do caso. De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, a delegada Polyana Neri está exclusivamente à frente das investigações do 'Caso Beatriz'. O inquérito conta atualmente com 19 volumes e mais de 4 mil páginas e está sob a responsabilidade do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

Beatriz Angélica Mota foi assassinada em 10 de dezembro de 2015, com 42 facadas durante a festa de formatura no Colégio Maria Auxiliadora. A última imagem que a polícia tem de Beatriz foi registrada às 21h59 do dia 10 de dezembro de 2015, quando ela se afasta da mãe e vai até o bebedouro do colégio. 



FONTE: Blog GJ
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Postado por George Silva

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