Agricultura Familiar conquista mais um espaço de comercialização


Na tarde dessa última terça-feira (06), a Praça do Jacaré, no Centro de Juazeiro (BA), ganhou colorido, animação, riqueza cultural e gastronômica, através da inauguração do Armazém da Central da Caatinga. O queijo de leite de cabra, derivados de frutas da Caatinga como umbu, maracujá da Caatinga, licuri, achocolatado, castanhas, cerveja artesanal o artesanato, são parte da diversidade presente no Armazém. Todos esses produtos tem um elemento em comum, sua produção é oriunda da agricultura familiar.

O espaço viabiliza a comercialização dos produtos de mais de 20 empreendimentos da agricultura familiar e economia solidária do Território Sertão São Francisco e de outras regiões da Bahia. “A proposta da Central não se resume simplesmente na comercialização… mas também viabilizar a compra de insumos para os empreendimentos que estão lá na base produzindo, que tem dificuldade de comprar seus insumos… e a outra parte é que a Central vem com seu papel político, nessa ideia da implementação das políticas públicas, na ideia da criação dos conselhos, da segurança alimentar e nutricional”, pontua Adilson Ribeiro, presidente da Central da Caatinga.


Em relação ao papel do Armazém da Central da Caatinga, Haroldo Schistek, presidente do Irpaa, afirma que no espaço está sendo desenvolvido a solidariedade: “ao invés da competição, de derrubar um, de ganhar a frente e lucrar mais, nós estamos desenvolvendo a solidariedade, a ajuda mútua, trocando produtos e experiências, conhecimentos. É a solidariedade que carateriza essa central aqui e nosso trabalho”. Haroldo ainda afirmou que essa conquista é fruto de 30 anos de luta na construção de novo paradigma, o de Conviver com o Semiárido e não de combater a seca.


Foi o sentimento da economia solidária, da comercialização em rede, que estimulou a jovem Amanda Seixas a sair de Petrolina para prestigiar e adquirir os produtos na Central da Caatinga. “Estimular e fortalecer a agricultura familiar, principalmente na Caatinga, é um passo muito importante pra modificar a sociedade que a gente vive… é muito importante, principalmente evitar aquela rede que desvia do produtor, de quem de realmente produz e leva todo lucro pra empresas que não retorna aquilo [lucro] pra o produtor que trabalha na terra, que produz sem agrotóxico”, afirma Seixas.

Denise Cardoso, presidenta da Coopercuc, integrante da Central da Caatinga, destaca que a Central “fortalece a agricultura como um todo, a ideia é trazer de outras Centrais da Bahia, fortalecer as centrais de comercialização da Bahia e também de outros Biomas, por exemplo, do Cerrado, Mata Atlântica”, diz Denise. Para o diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, a experiência do armazém é uma “estratégia da agricultura familiar se fortalecer… é uma cadeia que se articula, tem sinergia e tem muitas possibilidades de dar resultados”, conclui.


O novo espaço será um local fixo e de fácil acesso para população de Juazeiro, com funcionamento de segunda a sábado em horário comercial. O Armazém da Central da Caatinga conta com diversos apoios e parcerias, como: Irpaa – Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada, Projeto EcoForte/Fundação Banco do Brasil, Projeto Bem Diverso/Embrapa/PNUD, Governo da Bahia, através do Pró-Semiárido/CAR/FIDA e Governo Federal, por meio do BNDES.

Texto e Foto: Comunicação Irpaa
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