Casa Nova: Indignado, Vereador Zé Carlos Borges sai em defesa dos assentados


Ciente do ataque da Polícia Federal, Polícia Militar e milicianos aos assentamentos Irany I e II e Abril Vermelho e Dorothy, localizados no município de Casa Nova e Juazeiro, o vereador José Carlos Borges (PT) deslocou-se para a área e manteve-se durante todo o dia desta terça-feira (26/11), ao lado dos trabalhadores e familiares.
“Nunca tinha visto isso” – diz indignado Zé Carlos Borges – “Crianças chorando, mulheres, agora sem um teto e sem as mínimas condições de sobrevivência, trabalhadores feridos e um imenso amontoado de tijolos, telhas, madeira, com restos de plantações, que um dia eles chamaram de lar e homens fardados uns, outros não, todos de armas em punho, rindo, festejando o desabrigo e a certeza que esses trabalhadores irão morrer de fome, como disse um deles”.
Ao mesmo tempo que acionou todos os meios possíveis, comunicando ao partido, informando ao Governo do Estado, através do Secretário Josias Gomes, Zé Carlos Borges faz um apelo à sociedade de Casa Nova e Juazeiro: “São famílias, que produziam as hortaliças e frutas que compramos no mercado e agora não tem o que comer, não tem um teto, não tem para onde ir. Precisam de comida, de água, de um abrigo, uma coberta, um lençol, um colchão. Por favor, não assistam calados a esse crime! Ajudem! – Apela.
A mobilização continua.
O que ocorreu
Na madrugada dessa segunda-feira (25), aproximadamente 700 famílias Sem Terra do acampamento Abril Vermelho, acampamento Dorothy I e II e acampamento Irany, nos municípios de Casa Nova e Juazeiro, estão sendo despejadas violentamente por homens da Polícia Federal, Militar e milícias armadas da região.
“Chegaram atirando, tem um companheiro baleado na cabeça! ” Afirmaram as famílias.
“Há muita violência contra as famílias, muita agressividade, muito spray, muita bomba de fumaça”
As áreas acampadas fazem parte do perímetro irrigado Nilo Coelho, Casa Nova, e o projeto Salitre e Juazeiro.
O ataque contra as crianças, mulheres e trabalhadores dos assentamentos foram capitaneados pela Polícia Federal do Moro, com a participação do Comando de Operações Táticas (COT), Coordenação de Aviação Operacional (CAOP), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Militar, entre outros, identificados por dirigentes sindicais como integrantes de milícias contratadas por proprietários de terra locais.

ASCOM

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