“Eu estou vendo mais uma vez a força inovadora do Irpaa”, declara parceiro da entidade durante visita a Juazeiro


Representantes da Cáritas Alemã vieram conhecer de perto as ações de Convivência com o Semiárido desenvolvidas pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa) junto aos agricultores e agricultoras familiares da região. A visita aconteceu no período de 05 a 07 de março, no interior de Juazeiro, na Bahia.
O grupo visitou a comunidade de Caiçara, umas das comunidades assessoradas pelo Irpaa, através do projeto apoiado pela Cáritas Alemã, que tem por objetivo trabalhar a proposta da Convivência com Semiárido e Adaptações às Mudanças Climáticas. Há oito meses, essa iniciativa é executada nos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Alagoas e Piauí.

Em Caiçara, os visitantes tiveram a oportunidade de conversar com homens, mulheres e jovens da comunidade tradicional de Fundo de Pasto a respeito do seu modo de vida, o que vem sendo realizado na região no sentido de melhorar a qualidade de vida das famílias e o desenvolvimento das ações do projeto, além de conhecer a implantação de tecnologias sociais para tratar esgoto doméstico e a área do Recaatingamento.
Durante a visita, Cláudio Moser, representante da Cáritas Alemã, destacou a força inovadora do Irpaa nas ações de Convivência com o Semiárido. Um exemplo dessa inovação é o trabalho com Saneamento Básico Rural a partir da implementação dos sistemas de tratamento doméstico com o reator, Bioágua e a Bacia de Evapotranspiração – Bet. “Eu estou vendo mais uma vez a força inovadora do Irpaa (…) de contribuir com soluções pra Convivência com o Semiárido”, declara Claudio Moser.
O visitante da instituição parceira chama atenção para a importância destas inovações no cenário das mudanças climáticas, onde “todos nós estamos percebendo que os efeitos estão crescendo no Semiárido brasileiro e uma ideia muito boa é o reúso das águas. Já tem experiência no Nordeste, aqui nessa região é o Irpaa que tá tocando essas implementações”, ressalta Moser.

Viabilidade
Para além de contribuir no tratamento do esgoto, essas tecnologias possibilitam a reutilização da água tratada para a produção de plantas forrageiras e frutíferas no quintal das famílias. Mosear destaca que durante a conversa com as agricultoras e agricultores foi perceptível a aceitação deles em relação às tecnologias de reúso de água. “Nas comunidades já está sendo feito irrigação de pomares, irrigação que está dando certo, irrigação bem-sucedida. Então é uma coisa que acaba respondendo várias perguntas: econômicas, sociais e também ecológica no contexto das mudanças climáticas”, afirma o representante da Cáritas.
Dona Maria Neves dos Santos é uma das agricultoras que foi contemplada com a tecnologia de tratamento de águas residuais e está utilizando a água tratada para molhar o pomar: “antes a gente jogava muita água fora, hoje não, essa água vai toda para os pés de fruteiras,” relata a agricultoraDona Maria explica que, além da implementação das tecnologias, o projeto contribuiu para o fortalecimento da comunidade, pois “ajuda a nossa comunidade a se organizar mais e a correr atrás de novos projetos”.
O grupo também conheceu as experiências e tecnologias desenvolvidas no Centro de Formação Dom José Rodrigues e o empreendimento de grande plantação de cana da região. Após visitar essas duas distintas realidades, Moser afirma que é “possível ter vida digna no Semiárido, muitas experiências mostram que as pessoas conseguiram suceder”, isso a partir da implementação da Convivência com o Semiárido que garante um “desenvolvimento local sustentável, um desenvolvimento que não está baseado na exploração, na superexploração da natureza e da força humana, é uma coisa [ agricultura familiar] mais justa e sustentável”, pontua Moser. 


FONTE: IRPAA.ORG


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